Pense diferente
O que está te controlando?
Toda vez que entro no TikTok, eu levo um susto. Como quase nunca abro o aplicativo, meu algoritmo não foi treinado para me mostrar o que gosto. O que aparece? Fofocas do Neymar traindo, um tal de MC Daniel, ou um tal de Oruam que parece ter saído do hospício. Os brasileiros amam isso: futebol, fofocas de celebridades, mulheres seminuas.
Em 2021, lendo um livro chamado Comporte-se, tive uma crise existencial. Senti um incômodo profundo ao perceber que adolescentes ao meu redor imitavam seus ídolos: fumavam maconha porque um tal de Matuê tornava isso atraente. Faziam tatuagens, usavam Juliette porque seus ídolos usavam. Um lifestyle ilusório.
Refleti que quanto mais notícias sobre celebridades e assuntos banais circulavam, menos as pessoas percebiam o quão manipuladas eram pelo governo, pela mídia, pelas instituições.
Já se perguntou por que uma tal de Virgínia atrai tantas pessoas com conteúdo superficial? Nosso cérebro AMA isso. Nosso cérebro ama visualizar uma vida de sucesso com os principais desejos da humanidade:
- Lugares lindos (conforto)
- Relacionamentos “perfeitos” (amor)
- Objetos caros (status e autoridade)
Vivemos isso indiretamente e sentimos uma falsa sensação de conquista. Como se estivéssemos vencendo, sem precisar fazer nada.
Big Brother? A mesma coisa. Vivemos a vida dos famosos de perto.
Futebol? Um teatro da antiguidade. Como o Coliseu, onde multidões se reuniam para ver gladiadores e feras.
Fofocas, jogos, pornografia. Perfeitos para manter as pessoas distraídas, ocupadas com nada.
Afinal, se todo mundo está fazendo isso, por que eu não faria? O medo de se sentir excluído é real. Isso se chama viés da adesão: se os outros fazem, devo fazer também.
Foi assim que me senti ao sair desse ciclo.
Como eu falaria com meus amigos sem saber a escalação do Internacional? Como conversaria com mulheres sem acompanhar o Big Brother?
Mas eu percebi um padrão: quanto mais as pessoas consumiam fofocas e celebridades, menos realizações tinham. O problema não era só o conteúdo, mas a falta de criação.
O que eu fiz?
Criei uma nova conta no YouTube e comecei a pesquisar só sobre o que me interessava: psicologia, filosofia, empreendedorismo. No Instagram, segui criadores desse nicho. Estudei suas marcas, seus cursos, seus estilos de vida. Eu precisava de novas referências.
Isso exigia passar por outro desafio psicológico: viés do status quo. Temos dificuldade em mudar nosso ambiente. Mas eu sabia que nada mudaria se minha identidade não mudasse primeiro.
Passei a respirar essas novas referências. Me vestir como elas. Pensar como elas. Me cercar de pessoas que buscavam evoluir. Isso cria uma força magnética: você muda, e seu círculo muda com você.
Foi assim que nasceu as frases “Crie ou será criado”. “Crie mais”. “Criar uma nova identidade”. “Criar projetos”. “Criar arte”.
Quanto mais eu criava, mais pessoas interessantes eu atraía.
VA PARA A COLÔNIA DE ARTISTAS

Walt Disney mudou-se para Hollywood em 1923, depois de quase uma década falhando como cartunista em Kansas City. Dave Chappelle foi para Nova York para seguir a comédia. Bob Dylan para Greenwich Village, buscando seu sonho musical. Arnold Schwarzenegger para Venice Beach. Taylor Swift para Nashville. Tarantino para Hollywood.
O comediante Jerrod Carmichael disse sobre deixar sua cidade natal na Carolina do Norte e se mudar para Los Angeles: “LA tem os melhores comediantes e você quer estar perto dos melhores…”
Pouco depois de chegar a Hollywood, Tarantino conheceu um roteirista de filmes de terror baratos. Por meio dele, foi conhecendo outros escritores. Um apresentou três outros, e de repente ele estava cercado de pessoas que faziam filmes. Cercado por colegas que criavam, ele começou a escrever seus roteiros e ajudar outros. Quando esses roteiristas não podiam pegar um trabalho, recomendavam Tarantino.
“Dentro de um ano e meio depois de me mudar”, disse Tarantino, “eu estava ganhando a vida como escritor.”
Minha experiência.
Quando me mudei para Floripa, depois de criar referências em neurociência, corrida, empreendedorismo, fiz amizade com aqueles que me inspiravam. Jantei com multimilionários em São Paulo, onde a conversa era só sobre negócios e dinheiro. Corri com os melhores atletas híbridos, discutindo estratégias para maratonas.
Funcionou para mim como para os artistas de Hollywood: depois de conhecer o Fermento, host do Sem Groselha, ele me apresentou a empresários e novos artistas. De repente, eu estava correndo e convivendo com pessoas que sempre me inspiraram.
Tudo isso foi moldando minha vida, pouco a pouco.
Temos mais a conversar! Quero ensinar vocês a pensar originalmente. Amanhã às 18h no YouTube.
Coloque o despertador!
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