a arte de viver fora das expectativas
“A coisa mais assustadora é aceitar-se completamente.”
“As pessoas farão qualquer coisa, não importa o quão absurdo seja, para evitar encarar suas próprias almas.”
— C. G. Jung

Eu amo estudar. Mas, há 4 anos, isso era um pesadelo na minha vida. Eu amo correr, mas há 2 anos eu falava: “Nunca que vou correr 10 km”.
Eu amo viajar e conhecer novas pessoas. Há 4 anos, eu preferia ficar em casa jogando videogame e falando com meus amigos no Discord. Estou constantemente mudando de opiniões, ideias e visões.
Desde a escola eu ouvia meus amigos se definindo como médicos, engenheiros, advogados – e nunca conseguia racionar como, caralhos, alguém com 16, 17 anos vai saber o que é melhor para a vida.
No livro Potencial Oculto, escrito por Adam Grant, o autor explica como ter um professor experiente no jardim é um indicador de alta renda na vida adulta.

Na escola, somos medidos pelo esforço que damos a tarefas que não gostamos.
Dedicamos energia para estudar algo chato apenas para passar de ano. Esse padrão implantado na cabeça das crianças é transferido para a vida adulta.
“Trabalhe duro.”
“Faculdade ninguém te tira, meu filho.”
“Quanto mais se esforçar, mais sucesso terá.”
Na vida real, enxergamos o oposto em pessoas de sucesso.
Pessoas de sucesso tendem a odiar regras lineares. Odeiam o padrão. O imposto pela massa.
Muitas dessas pessoas de sucesso, por volta dos 5 anos de idade, tiveram professores e pais que as ajudaram a desenvolver habilidades cognitivas em vez de apenas focar em disciplinas curriculares.
Habilidades como:
- Proatividade: com que frequência fazem perguntas, dão respostas, buscam informações em livros e interagem com o professor para aprender fora da sala de aula.
- Sociabilidade: como se relacionam e colaboram com os colegas.
- Disciplina: nível de atenção e de bom comportamento.
- Determinação: com que frequência tentam resolver problemas desafiadores, fazem mais do que o dever de casa e persistem diante de obstáculos.
A capacidade de ser proativo, sociável, disciplinado e determinado permanecia por mais tempo nos estudantes – e se mostrava mais poderosa – do que habilidades iniciais de matemática ou leitura.
Quando me formei na escola, tirei um ano para testar várias habilidades, empregos, lugares.
Eu tinha um primo que trabalhava no mercado financeiro, então queria aprender a como investir. Tinha uma mãe que era da política – então queria saber como ela interagia e conquistava tantas pessoas.
Tinha um pai que lidava com negócios – então queria aprender sobre dinheiro.
Em uma das minhas leituras de investimentos, Charlie Munger, um cara de 99 anos, sócio de Warren Buffett, um dos caras mais ricos do mundo, falava:
“Eu constantemente vejo pessoas se destacarem na vida que não são as mais inteligentes, nem sempre as mais diligentes, mas são máquinas de aprender. Elas vão para a cama todas as noites um pouco mais sábias do que quando acordaram, e isso ajuda muito – especialmente quando você tem um longo caminho a percorrer.”
Charlie Munger dizia que, aos 20 anos, deveríamos arriscar tudo o que podemos.
Nessa época, me senti muito sozinho em saber que não tinha passado em uma boa faculdade. Senti que precisava ficar rico rápido.
Senti que estava perdendo algo.
Minhas leituras e meditações me trouxeram a consciência de que meus ex-colegas que estavam indo para a faculdade – que pensavam apenas nisso e não construíam nada para si mesmos – estavam fadados à mediocridade no futuro.
Toda energia desses jovens era direcionada para ficar com pessoas em festas da faculdade, estudar algo que gostavam pouco e viver na ilusão de que o dinheiro cairia na conta quando recebessem o diploma.
Se tornar “indefinível” veio à luz em minha mente aos 20 anos, quando resolvi ir para os Estados Unidos.
Comecei a documentar tudo que passava em minha cabeça: minha meia maratona prep, meus aprendizados em economia comportamental, minhas newsletters, meu networking com os gringos.
Eu estava criando. Eu estava vivendo. Eu estava testando de tudo.
Mãe e pai:
“Mas, meu filho, o que você vai ser na vida?”
Eu dizia:
“Tudo que eu quiser.”
As pessoas entravam no meu perfil e não sabiam o que eu fazia.
Estava escrito “escritor.”
Mas tinha vídeos meus fazendo várias coisas. As pessoas se sentiam confusas.
A minha filosofia de se tornar “indefinível” tinha nascido.
Eu trazia ideias da minha jornada.
O que eu realmente me tornei bom em falar: escrita, criatividade, negócios e criações.
Sem rótulos, sem diplomas, sem partidos políticos.
“Ah, Bagetti, mas isso é ficar em cima do muro. Você tem que ser algo.”
Ok, eu sou algo. Sou escritor digital e empreendedor. Também sou o cara das ideias.
Sou atleta.
Sou pai de dois gatos, rs.
A vida engloba vários interesses. E eu crio tudo que vem na minha cabeça.
Se você não criar, provavelmente, eu vou.
Elon Musk, aos 30 anos, após vender o PayPal por cerca de US$ 180 milhões líquidos (o valor da venda foi de US$ 1,5 bilhão, mas essa foi a parte dele), investiu praticamente todo o dinheiro em três empresas:
- SpaceX – US$ 100 milhões
- Tesla – US$ 70 milhões
- SolarCity – US$ 10 milhões
Esse é um exemplo claro de um empreendedor que não liga para o ego em dizer:
“Olha só, agora eu sou dono do PayPal e vou manter esse negócio pelo resto da minha vida sem arriscar em algo novo.”
Elon Musk pegou tudo aquilo que tinha ganhado e investiu em seus novos interesses e paixões sem medo de perder tudo.
Se ele perdesse tudo, ele sabia o passo a passo para reconstruir.
Musk mostrou sua criatividade e tolerância a riscos na prática.
Agora, vamos entender juntos como se destacar se tornando “indefinível”.
Ou melhor, como eu gosto mais de dizer: ser o seu próprio nicho.

Imagem retirada do Caminho do Criador
Pegue seus principais interesses. O interesse número um deve ser aquilo que mais te trará lucro na vida. No meu caso:
- Algo que me dê dinheiro – escrita.
- Algo que te empolga – criatividade, negócios e propósito.
- Algo que gere elogios – lifestyle.
Todos os itens abaixo vão girar em torno dos seus interesses.
Por exemplo, princípios dessas áreas:
Na arte: originalidade, expressão autêntica.
No empreendedorismo: criação de valor, resolver problemas reais, assumir riscos com inteligência, inovação, escuta ativa do cliente.
MENTORES: Quais são as 100 pessoas que você está seguindo na internet? Elas agregam valor diretamente ao seu negócio? Ou você continua assistindo à foto do bolo?
Faça uma lista de pessoas novas que irão moldar sua vida na internet. Se não sabe onde encontrá-las, pesquise em inglês sobre assuntos no YouTube. Você tem que estar disposto a cavar mais fundo.
Problemas do mundo real:
Isso que você irá estará envolvido com os problemas que as pessoas estão passando?
• A luxúria dos homens ?
• O desejo das mulheres pela beleza?
• A saúde dos idosos ?
• A educação das crianças ?
• Medo da perda para os ricos ?
• O desejo dos pobres de enriquecerem rapidamente?
Tudo isso que você consome tem um um único objetivo: resolver problemas específicos na vida das pessoas.
CRIANDO ALGO DIFERENTE PARA O MUNDO
Se mova primeiro, crie depois: Comece a escrever para descobrir o que tem a dizer.Não espere para começar a escrever até ter algo a dizer.Sua primeira ideia raramente é sua melhor ideia. Pode ser necessário fazer várias repetições até descobrir algo que valha a pena manter.Suas melhores ideias não virão se você ficar olhando para a tela. Suas melhores ideias virão de novas experiências.Diga mais sim. Faça coisas que assustam você. Crie histórias que valem a pena ser contadas. A chave para a originalidade é busca-la.
APRENDENDO A LIDAR COM MÚLTIPLOS INTERESSESExiste um grande problema em pular de galho em galho e nunca focar em algo. Por isso, a solução é ter o grande equilíbrio de ambos.Se você for para todas as direções, você não criará nada sólido para o mundo.1. ESCOLHENDO O QUE IMPORTA
Todos nós temos 24h. Temos um determinado período de tempo para fazer as tarefas mais importantes. Quando cheguei em Florianópolis há três meses, foi uma confusão. Eu queria surfar, fazer Muay Thai, escrever, criar, estudar — tudo no mesmo dia. Alguns dias, deu certo (para o vlog), mas eu não tinha paz para melhorar minha escrita e focar na produtividade.Por isso, escrevi em um quadro branco todos os interesses que eu tinha: cozinhar, Muay Thai, surf, academia, gravações, leitura.E classifiquei-os em uma hierarquia dos 4 principais que iria focar durante o dia:
Consuma diferente: Se você apenas ouvir, assistir e ler o que os outros estão consumindo, você pensará como eles.
Em uma das minhas passagens favoritas do Enchiridion de Epicteto, ele escreve:
“Se você deseja progredir, contente-se em ser visto como tolo e ignorante. Contente-se em não se interessar por qualquer coisa que possa estar atraindo a atenção do público em geral em um determinado momento. Contente-se em se interessar pelo que a maioria das pessoas não está interessada. Contente-se em tentar obter o que deseja da vida. Contente-se em fazer o que é realmente interessante para você. Contente-se em ser a aberração.”
Com notícias, a mesma coisa. O ego quer que você se mantenha informado. Que você seja o “informado do grupo”, mas a verdade é que tudo isso é ruído. Volte o foco no que realmente importa.Busque livros, documentários, filmes perdidos. O que os outros não enxergam?
Crie tempo para pensar: Como você vai saber o que quer da vida se ficar por mais de 6h no celular diariamente? No livro The Creating Brain: The Neuroscience of Genius, a autora explica como grandes gênios como Einstein, Nikola Tesla e Steve Jobs saíam para caminhar sozinhos para conseguir conectar ideias.Essa é a importância de não fazer nada. Saia sem fone de ouvido, sem nada.
Se mova primeiro, crie depois: Comece a escrever para descobrir o que tem a dizer.
Não espere para começar a escrever até ter algo a dizer.
Sua primeira ideia raramente é sua melhor ideia. Pode ser necessário fazer várias repetições até descobrir algo que valha a pena manter.
Suas melhores ideias não virão se você ficar olhando para a tela. Suas melhores ideias virão de novas experiências.
Diga mais sim. Faça coisas que assustam você. Crie histórias que valem a pena ser contadas. A chave para a originalidade é busca-la.
APRENDENDO A LIDAR COM MÚLTIPLOS INTERESSES

Existe um grande problema em pular de galho em galho e nunca focar em algo. Por isso, a solução é ter o grande equilíbrio de ambos.
Se você for para todas as direções, você não criará nada sólido para o mundo.
1. ESCOLHENDO O QUE IMPORTA
Todos nós temos 24h. Temos um determinado período de tempo para fazer as tarefas mais importantes. Quando cheguei em Florianópolis há três meses, foi uma confusão. Eu queria surfar, fazer Muay Thai, escrever, criar, estudar — tudo no mesmo dia. Alguns dias, deu certo (para o vlog), mas eu não tinha paz para melhorar minha escrita e focar na produtividade.
Por isso, escrevi em um quadro branco todos os interesses que eu tinha: cozinhar, Muay Thai, surf, academia, gravações, leitura.
E classifiquei-os em uma hierarquia dos 4 principais que iria focar durante o dia:
- Escrita
- Leitura e busca de inspirações
- Atividade física
- Momento de meditação
2. Defina o que irá fazer em cada horário
Todas as manhãs, sem exceção, eu sei o que vou fazer. Sei por quanto tempo, onde e o que. Um dos únicos livros que li sobre produtividade é o do Cal Newport, chamado Trabalho Focado. Ele traz esses insights:

3. Evite inveja criativa
A internet nos fará querer fazer tudo. Abrimos o Reels ou TikTok e vemos receitas, obras, vídeos, artes. Nosso cérebro libera dopamina por achar essas coisas interessantes (tudo isso em um espaço de 15 minutos). Porém, você não pensa racionalmente, que essas pessoas que criaram essas coisas demoraram anos de prática deliberada para ficarem boas naquilo. Então, você começa, se frustra por não ter progredido e busca uma nova coisa.
Isso me lembra a
Teoria das Estações de Ônibus de Helsinque.
A Teoria das Estações de Ônibus de Helsinque é uma metáfora criada pelo fotógrafo Arno Rafael Minkkinen para ilustrar a importância da persistência criativa.
Na metáfora, cada linha de ônibus em Helsinque representa um caminho artístico ou profissional. No início, os ônibus (ou carreiras) percorrem as mesmas ruas — assim como muitos artistas começam criando trabalhos parecidos. Quando alguém se frustra por parecer igual aos outros, é tentador “descer do ônibus”, tentar algo novo e recomeçar em outra estação. Mas isso apenas reinicia o ciclo.
A lição da teoria é: fique no ônibus. Se você continuar no mesmo caminho com paciência e dedicação, eventualmente sua rota seguirá por caminhos únicos e seu trabalho se destacará. A originalidade, portanto, não vem da mudança constante, mas da persistência profunda em um só caminho.
4. Seguir seus interesses não será fácil
“Encontre um vazio e preencha-o. Encontre uma habilidade ou área crítica que a maioria das pessoas está negligenciando e torne-se o maior especialista. Seja o que for — uma habilidade, um serviço, um grupo demográfico mal atendido, uma fase do jogo que é negligenciada — se você se tornar o maior especialista em alguma coisa, você se torna indispensável.”
Existe aquele ditado:
“Se você quer algo que nunca teve antes, você tem que fazer algo que nunca fez antes.” Se você quer algo que muitas pessoas querem — ser um jogador titular, um produtor musical requisitado, um convidado regular no The Tonight Show, um medalhista de ouro, um subscritor de seguros de vida de alto desempenho — você tem que fazer o que muitas pessoas não fazem.
Seguir em uma habilidade e ficar bom nela será um processo chato e entediante. Eu escrevo há dois anos e agora comecei o meu livro. Está sendo muito desafiador e entediante. Porém, todas as manhãs, sem exceção, eu me sento e faço o que tem que ser feito. Cada dia 1% melhor.
Pharrell Williams é um cantor, compositor, produtor e empresário americano, famoso por seus sucessos como Happy e por sua dupla de produção musical The Neptunes. Ele também é designer e ativista, com envolvimento em moda e causas sociais. Eu amei esse podcast de um do Rick Rubin (um dos caras que mais me inspirou na criatividade).

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