Create News 09

Escutei a história de alguém que perdeu tudo pelas drogas. De alguém que faliu uma empresa de gerações. Alguém que desperdiçou oportunidades, alguém que foi sucumbido pela depressão… a lista não tem fim.
O fato é: a vida é assim.
O sofrimento é algo que todos passamos e não há como evitar. Lembro-me de um colega, que estudou comigo durante o ensino médio. Ele era quieto, inteligente para algumas coisas mas sempre ficava de recuperação, vivia de cara fechada, reclamando dos outros e dizendo o quanto ele merecia mais do que aquilo.
Um dia ele teve a oportunidade de viajar — com tudo pago — para Minas com um amigo em comum, mas ele não quis. Em outra ocasião, estavam montando um grupo para intercâmbio no Canadá, mas ele disse que seu inglês não era bom o suficiente.
Alguns anos se passaram e seus pais ofereceram pagar faculdade particular, mas ele tinha jurado nunca fazer um ensino superior (sabe se lá o motivo). Talvez nesse momento que essa pessoa é pura e um vitimista vagabundo, e talvez você até esteja certo, mas quero que você reflita sobre uma coisa.
Esse colega, curiosamente, gostava de falar o como haviam pessoas vitimistas no mundo. Que muitos tinham carros, mansões, mas conseguiam encontrar motivos para reclamar. Irônico, não? A verdade é que muitos de nós somos como ele. E durante um tempo da minha vida, eu também fui.
Poucos escapam a pandemia do vitimismo.
Um dia, em uma de minhas viagens, conversei com um sujeito muito interessante. Estava pegando conexão de Brasília para o Rio de Janeiro e passei a noite no aeroporto. Era por volta de onze da noite, os longos corredores estavam praticamente vazios, uma luz tênue com ecos de poucas pessoas murmurando (pensei que provavelmente quiseram economizar, assim como eu).
Encontrei um banco afastado para acostar, quando um senhor me perguntou se eu sabia onde ficava o banheiro. Apesar de inusitado, ele não me deu nenhum motivo para suspeitar dele. Eu disse, e logo quando estava me virando, ele me perguntou algo que me pegou de surpresa.
— Você está perdido, né? Desculpe-me, mas apesar da idade, um dia já fui um aventureiro e tive olhos como os seus. De alguém que está perdido no meio de um deserto — ele disse com uma voz gentil e curiosa.
Ele estava certo. E naquele dia em específico, eu estava sentimental porque o motivo daquela viagem é que eu ia buscar uma vida nova no Rio, mas não fazia ideia do que realmente queria com a minha vida. Não tinha nada garantido, se não uma vontade de querer ser alguém. De ter sucesso em algo.
Resumo da história, passei a noite conversando com aquele senhor e ele me disse precisamente aquelas palavras que iniciei essa news: ‘‘Você passará por desertos, mas ninguém vai se importar.’’
Esse senhor havia me dito que estava nítido no meu olhar um pedido de socorro, alguém que queria ser notado. Que apenas queria alguém para escutar seus problemas — curiosamente, foi isso mesmo o que aconteceu. Contei praticamente toda minha vida para ele, em busca de conselhos —, mas que isso não iria me levar a nenhum lugar.
O que fará com que eu transforme minha vida e conquiste aquilo que eu quero, são minhas ações. No silêncio, sem precisar contar para ninguém. Que como eu, tinham milhões. Mas o filtro da atitude é cruel. Poucos realmente colocaram a cara a tapa.
Quando chegou próximo de duas da manhã, o senhor dormiu. Passei o resto da madrugada refletindo sobre aquele encontro e sobre aquele meu colega também. Pensei que era igual a ele, e não queria isso para a minha vida.
Dez anos se passaram, me tornei um fazedor, dou aula na Create junto com meu irmão Bagetti e criei o primeiro canal sobre Ciência da Linguagem no mundo. Pode não ser muito para alguns, mas para mim, isso é vencer na vida. Trabalhar com o que amo, tendo a liberdade que construí, atravessando meu deserto.
Sofri, fiz sacrifícios, mas fui lá e fiz. Todos precisamos passar por isso. Um momento de mentalidade de guerra, de se tornar fazedor. De criar a sua própria realidade.
Por isso sempre dizemos, meu criador, CRIE MAIS!Inscreva-se
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Tapa na cara do Bagetti que encaixa perfeitamente no tema da news de hoje 👇
Como sair de um Bund4 Mole para alguém confiante em 2025
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11 de jan.

As pessoas não vão te respeitar, sabe por quê? Porque você ainda faz exatamente o que elas querem: aceita ser quem elas acham que você é – magro, pobre, burro, ou qualquer outra limitação que colocaram em você. O respeito vem quando você começa a fazer suas próprias coisas e vai muito além do que elas imaginaram. Quando você chega nesse ponto, constrói …
Segundo episódio do MONLAB – A Ciência da Linguagem (alô bilíngues e futuros poliglotas)
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É isso, criadores!
CREATE MORE and Be Global, my friends! ✍️